Após
uma noite bem dormida e com o nível de ansiedade mais baixo, saio de Chapada às
7:30 da manhã, depois de um bom café no hotel. Abasteço e pego a estrada. Uma
paradinha para fotos, em um raro ponto da estrada até Cuiabá, onde posso parar
para uma foto panorâmica, sem correr o risco de um acidente. É uma pena, a paisagem
entre Chapada e Cuiabá é simplesmente maravilhosa, mas não pensaram que, quem
passa por ali gostaria de parar para tirar umas fotos ao lado do veículo. Não
há mirantes com estacionamentos seguros nas margens da estrada. Uma pena mesmo.
Parar para fotografar em outros locais pode ser muito perigoso, já que a
estrada é muito estreita e cheia de curvas.
Nesse
trecho fiz o primeiro grande teste com a suspensão da GS. Passei reto em um
quebra-molas próximo ao Portão do Inferno. Preparei-me para um salto, que nada,
ela passou quase lisa, só um pulinho, o resto ficou por conta da super
suspensão. Maravilha. Se eu tinha alguma dúvida sobre a eficiência da suspensão
dianteira um pouco dura, não tenho mais!
As paisagens da Chapada
dos Guimarães são fantásticas, mas dificilmente existe um espaço seguro nas
margens, onde se possa parar a moto para tirar uma fotografia. Para isso é
necessário adentrar o Parque.
Na
passagem por Cuiabá, uma “festa”. A entrada da cidade (e a saída também) estava
toda em obras para a copa. Tudo sem terminar e na maioria dos locais não havia
ninguém trabalhando, é aterro pra todo lado, com uma quantidade imensa de
desvios. A “moça” do GPS ficou quase louca de tanto recalcular. Mas enfim,
trevo do Lagarto e novamente a BR 070 rumo a Cáceres.
A
estrada até Cáceres de forma geral está boa, praticamente sem buracos, mas em
alguns pontos o peso dos caminhões, associado à falta de manutenção, fez a
pista afundar e alguns trechos estão sulcados, em alguns pontos, formando valas
profundas que exigem atenção na pilotagem. O trânsito de caminhões é menos
intenso que na BR 070 até Cuiabá. Paro para um lanche no Posto 120, mais ou
menos no meio do percurso de 250 km, e sigo para Cáceres.
Na
serra de Cáceres, uns 50 km antes da cidade, pra variar, haviam duas carretas
tombadas e uma quantidade imensa de papel A4 esparramado pela pista, carga de
uma delas. Sempre passo por essa região e a impressão que tenho é que o guard-rail dessa curva já foi trocado
umas mil vezes. Sempre que passo aqui tem um todo retorcido e outro novinho em
folha. Transpondo a serra entro na planície do Alto Pantanal Matogrossense, já
nas proximidades de Cáceres.
Em
Cáceres abasteço e retomo a estrada para Pontes e Lacerda. Continuo pela BR 070
até o trevo para a Bolívia e depois pela BR 174, ambas cruzam uma parte
do alto Pantanal, uma paisagem lindíssima, margeada por planícies imensas e
vários alagados que nesta época ainda estão muitos cheios. Parte dessa estrada
eu já conhecia bem, quando trabalhei nessa região em uma Usina Hidrelétrica no
alto rio Guaporé. Eu e Jane (ela também bióloga), mais um “bando” de
estagiários animadíssimos da UNEMAT, vínhamos até aqui a cada dois meses, para
coletar peixes para pesquisa. A passagem por aqui foi especialmente saudosista.
Após o trevo para Jauru, é tudo novidade.
A
estrada para Pontes e Lacerda está em bom estado e atravessa uma paisagem bem
diferente, já com de matas de transição, onde o Cerrado vai se alterando
para dar lugar a Floresta Amazônica. Em alguns pontos, passo por grandes
túneis de vegetação alta e densa. Bem diferente do ambiente Pantaneiro das
proximidades de Cáceres ou do Cerrado.
Em
Pontes e Lacerda, me hospedei no hotel Verona Palace, bem próximo à rodovia,
com estacionamento coberto, bom café da manhã e atendimento legal. Acho que por
R$ 100,00.
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