Parti
de Cuiabá às 8:00 da manhã para a última etapa da viagem, segui para Chapada
dos Guimarães, pela magnífica paisagem do Parque Nacional, depois Campo Verde,
pela BR 070 e suas intermináveis e monótonas plantações. De Campo Verde até a
vila Paredão a paisagem é muito chata. Plantações de soja, milho e algodão,
nada mais, a não ser uma ou outra ema nas margens da estrada. Só na chegada de
Paredão é que se tem uma belíssima vista de um imenso bloco de arenito, com uma
das bordas retas, o tal Paredão que dá nome à vila, muito bonito.
Chego em Barra do Garças às 13:30 hs. Ainda em tempo para
o almoço com a família, meus pais, irmãos, filhos, sobrinhos, todo mundo
reunido. Foi muito bom ver todo mundo junto de novo. Lá pelas 4 da tarde saí
para Nova Xavantina, último trecho, mais 150 km e terminava a minha viagem.
Antes
das 6 da tarde estou na porta da minha casa.
A cachorrada anuncia ruidosamente
que eu estava de volta. É pulo pra todo lado. O largo sorriso no rosto
de Jane completa as boas vindas. É muito bom saber que hoje descanso em casa. A
viagem foi fantástica. O sentimento de ter realizado um dos sonhos grandes,
daqueles que estavam guardados há décadas no fundo do baú, é absolutamente
fantástico. Desligo a GS 800 pela última vez nessa travessia, senti uma certa
tristeza, não sei explicar bem porque. Acho que já é abstinência de estrada.
“Tenho duas armas para
lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope
do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver.”
Ariano
Suassuna
Meus mais profundos
agradecimentos:
À João Alves Lima Neto;
Jane Dilvana Lima (esposa), Alexandre Segatte, Heber Alfarano e Tatiana L. Melo
(filha) – pelo incessante trabalho de me acompanhar pelo rastreador Spot.
Receber suas mensagens ao longo da viagem me encheu de coragem e certeza de não
estar só nessa jornada.
À Joãozinho, Talita e
Roni, com quem partilhei os melhores pratos à base de peixe da viagem, em Porto
Velho-RO.
À Romário do Hotel Las
Torres Valsai – em Puerto Maldonado e Jurian do Hotel Gameleira – em Rio Branco
no Acre pela amizade e presteza.
Aos inúmeros (e
anônimos) amigos peruanos e brasileiros, que ao longo da viagem fizeram questão
de torná-la mais suave e divertida.
Ao povo peruano,
incrivelmente acolhedor.
Ao povo Inca, cuja obra
fantástica na América do Sul motivou essa viagem.
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