sábado, 25 de outubro de 2014

19/05/2014 – Nasca/Camaná

Tomei um ótimo café da manhã no hotel, com direito a azeitonas imensas e deliciosas, produzidas na região. Saí de Nasca as 8:00 da manhã e rumei para a Panamericana Sul. A estrada é fantástica, tanto pela qualidade do asfalto quanto pela paisagem de tirar o fôlego. Passa por uma imensa planície no deserto de Nasca, até se aproximar do Oceano Pacífico. A uns 80 km de Nasca, passei pela entrada da estrada secundária que leva a San Juan de Marcona. Dei um adeusinho discreto, com uma vontade imensa de voltar aqui outra vez e passei reto, tinha uns 400 km pela frente, de paisagens indescritíveis.

Próximo a San Juan de Marcona.
Uma imensa parte da Rodovia Panamerica Sul no Peru percorre o deserto de Nasca.

           A Panamericana segue assim, até Yauca, uma cidadezinha às margens do rio com o mesmo nome que forma um imenso delta quando se aproxima do oceano pacífico. Alí o solo é todo cultivado, principalmente com oliveiras, origem das azeitonas que comi no café da manhã. Segundo, a recepcionista do hotel em Nasca, são as melhores do Peru. Desse ponto em diante, há vários quiosques de beira de estrada que vendem as azeitonas em frascos de tudo quanto é tamanho e a granel em saquinhos (ou sacões) plásticos, todas prontas para consumo. Muita gente compra pra ir comendo na estrada. 

Rodovia Panamericana Sul margeando o Pacífico. Difícil é ter que dividir a atenção entre a estrada e a paisagem fantástica.

             Depois de Yauca a rota Panamericana Sul margeia o Oceano Pacífico. Se a paisagem já era fantástica, melhorou ainda mais. As imagens são espetaculares, primeiro na porção mais alta com o oceano embaixo, depois, por vários e vários quilômetros, se aproxima no mesmo nível do oceano e o margeia a apenas algumas dezenas de metros em muitos pontos. Pelo lado esquerdo da estrada imensas dunas de areia, pela direita o oceano de um azul absolutamente estonteante.
           Nesse trecho encontrei com umas 20 BMW vindas do Brasil, parecia um grande grupo em viagem organizada por alguém, com camionetes de apoio e tudo. Muitos acenaram e passaram em direção à Nasca. Muito legal encontrar esse povo na estrada.
Uns 20 quilômetros antes de Camaná, a estrada se afasta novamente do mar e começa a margear uma imensa tira de terra agricultável entre a estrada e o oceano. Um fenômeno interessante, já que em todo o restante do caminho o deserto termina exatamente na beira do mar, aqui, termina um pouco antes e tem uma faixa úmida toda cultivada entre esses dois ambientes tão distintos. Essa faixa de terra verde se emenda com o vale do Rio Camaná, todo cultivado, onde se localiza a cidade de mesmo nome.
Cheguei em Camaná lá pelas 3:00 da tarde, é uma cidade pequena, mas arrumadinha. Tem um grande número de pequenos hotéis, alguns muito simples outros melhores. Como não havia conseguido nenhum em sites especializados, fui procurando por minha conta. O primeiro que fui era muito ruim. Então, resolvi pedir ajuda para um mototaxista, que me levou em um hostal (hostal Star) bem melhor, onde fiquei por 50 soles, com direito a água quente de verdade e abundante, e a melhor internet da viagem, com estacionamento no local, mas sem café da manhã. Fica próximo a praça de armas, onde tem de tudo, restaurantes, barzinhos etc.

Praça de armas em Camaná.


















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