Tomei
um ótimo café da manhã no hotel, com direito a azeitonas imensas e deliciosas,
produzidas na região. Saí de Nasca as 8:00 da manhã e rumei para a Panamericana
Sul. A estrada é fantástica, tanto pela qualidade do asfalto quanto pela
paisagem de tirar o fôlego. Passa por uma imensa planície no deserto de Nasca,
até se aproximar do Oceano Pacífico. A uns 80 km de Nasca, passei pela entrada
da estrada secundária que leva a San Juan de Marcona. Dei um adeusinho
discreto, com uma vontade imensa de voltar aqui outra vez e passei reto, tinha
uns 400 km pela frente, de paisagens indescritíveis.
| Próximo a San Juan de Marcona. |
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Uma
imensa parte da Rodovia Panamerica Sul no Peru percorre o deserto de Nasca.
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A Panamericana segue assim, até Yauca, uma cidadezinha às margens do rio com o mesmo nome que forma um imenso delta quando se aproxima do oceano pacífico. Alí o solo é todo cultivado, principalmente com oliveiras, origem das azeitonas que comi no café da manhã. Segundo, a recepcionista do hotel em Nasca, são as melhores do Peru. Desse ponto em diante, há vários quiosques de beira de estrada que vendem as azeitonas em frascos de tudo quanto é tamanho e a granel em saquinhos (ou sacões) plásticos, todas prontas para consumo. Muita gente compra pra ir comendo na estrada.
Rodovia
Panamericana Sul margeando o Pacífico. Difícil é ter que dividir a atenção
entre a estrada e a paisagem fantástica.
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Depois de Yauca a rota Panamericana Sul margeia o Oceano Pacífico. Se a paisagem já era fantástica, melhorou ainda mais. As imagens são espetaculares, primeiro na porção mais alta com o oceano embaixo, depois, por vários e vários quilômetros, se aproxima no mesmo nível do oceano e o margeia a apenas algumas dezenas de metros em muitos pontos. Pelo lado esquerdo da estrada imensas dunas de areia, pela direita o oceano de um azul absolutamente estonteante.
Nesse trecho encontrei com umas 20 BMW vindas do Brasil, parecia um grande grupo em viagem organizada por alguém, com camionetes de apoio e tudo. Muitos acenaram e passaram em direção à Nasca. Muito legal encontrar esse povo na estrada.
Uns
20 quilômetros antes de Camaná, a estrada se afasta novamente do mar e começa a
margear uma imensa tira de terra agricultável entre a estrada e o oceano. Um
fenômeno interessante, já que em todo o restante do caminho o deserto termina
exatamente na beira do mar, aqui, termina um pouco antes e tem uma faixa úmida
toda cultivada entre esses dois ambientes tão distintos. Essa faixa de terra
verde se emenda com o vale do Rio Camaná, todo cultivado, onde se localiza a
cidade de mesmo nome.
Cheguei
em Camaná lá pelas 3:00 da tarde, é uma cidade pequena, mas arrumadinha. Tem um
grande número de pequenos hotéis, alguns muito simples outros melhores. Como
não havia conseguido nenhum em sites especializados, fui procurando por minha
conta. O primeiro que fui era muito ruim. Então, resolvi pedir ajuda para um
mototaxista, que me levou em um hostal (hostal Star) bem melhor, onde fiquei
por 50 soles, com direito a água quente de verdade e abundante, e a melhor
internet da viagem, com estacionamento no local, mas sem café da manhã. Fica
próximo a praça de armas, onde tem de tudo, restaurantes, barzinhos etc.
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Praça de armas em
Camaná.
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Muito linda as fotos pai.
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