terça-feira, 7 de outubro de 2014

Porto Velho-RO – 08/05/2014


          No dia seguinte, além de ficar sabendo pelo noticiário que Jair Rodrigues havia falecido, fomos conhecer alguns locais interessantes em Porto Velho. Algumas partes da região ribeirinha da cidade ainda estava sob a água. A enchente do Madeira alagou tudo na orla e ainda estava muito cheio. O rio é fantástico, imenso, pena que a orla ainda esteja muito danificada pelas cheias excepcionais desse ano. Mas embora a situação seja realmente crítica por causa da cheia exagerada, percebe-se que não existe uma grande preocupação em tornar a região da orla uma grande atração. Nessa área, existem algumas locomotivas da antiga estrada Madeira/Mamoré, restauradas e em funcionamento, em parte dessa estrada tão significativa para a história do Brasil, mas que pouca gente conhece. Recentemente essas locomotivas e um prédio na área estavam sendo restaurados pela empresa concessionária de uma das usinas do rio Madeira, como parte do pagamento pela destruição provocada no rio com a implantação da hidrelétrica, à qual, muitos atribuem a culpa pela imensa enchente, sem precedentes nesse rio.
            A cheia atingiu tudo, barracões, locomotivas, praça, comércio local e tudo que não pudesse correr, voar ou nadar (pipoqueiros, passarinhos e peixes se salvaram). As marcas ainda são muito evidentes no local. Já existe um começo de recuperação, com a prefeitura retirando uma imensa quantidade de barro acumulado, originário da cordilheira dos Andes, mas muito lentamente ainda, talvez estejam priorizando áreas mais afetadas na cidade, que não devem ser poucas. Almoçamos em um restaurante Self Service, com peixe no espeto, maravilhoso e barato.
Em Porto Velho, fiquei no hotel Caribe, próximo a Rodovia. Diária de R$ 90,00 e um ótimo atendimento, com café da manhã muito bom e estacionamento coberto. O dono é muito atencioso e já havia viajado pela Transoceânica de carro, uma ou duas vezes, não me lembro bem. Levei um adesivo do Hotel no baú da moto.

        Meu muito obrigado ao Joãozinho, Talita e Roni, pela agradabilíssima companhia nessa cidade.


Locomotiva utilizada na Madeira Mamoré. Ainda em funcionamento, às margens do Rio Madeira, na região portuária de Porto Velho - RO.


Uma das locomotivas ainda continuava atolada na imensa quantidade de barro depositado pelo rio Madeira, na orla de Porto Velho.

Um “filósofo” anônimo deixou sua mensagem no vagão que faz parte do museu da ferrovia Madeira/Mamoré, agora atolado na lama deixada pela cheia: o passado as águas levaram, o futuro a Deus pertence. A marca clara foi feita pelos sedimentos da água do rio, que cobriu tudo que estava em suas margens.

Destroços deixados pela cheia na região ribeirinha da cidade de Porto Velho. Aqui uma parte do prédio do Museu da ferrovia Madeira/Mamoré, que havia sido recuperado recentemente.

Rio Madeira em Porto Velho, e ao fundo, as obras da Usina de Santo Antônio.

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